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Psicóloga Clínica Psicodramastista

Holística

Amo meu trabalho, tudo que faço é com muito amor.

Religião Kardecista

Desafio algum ser humano ser capaz de penetrar no mais profundo âmago do ser como a Psicologia e o Espiritualismo.

E alí lançar luzes capazes de curar a mente humana, de reverter tenebrosos sofrimentos.

Considero a Felicidade uma das Maiores conquistas do espírito humano.


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24/06/2006 19:40

Frigidez, Ciúme, Inveja

"A frigidez é uma das razões do desencontro conjugal — a criação repressiva não explica totalmente a frigidez — a opressão leva ao ódio, à inveja e à frigidez."



Muitas pessoas acreditam que o desencontro sexual entre casais é uma das principais causas de tantos e tantos casamentos não darem certo. E uma das mais importantes razões de desencontro sexual é a chamada
frigidez feminina, que engloba desde a diminuição do apetite sexual por parte da mulher até uma extrema dificuldade de alcançar o orgasmo.
Às vezes a mulher possui o desejo sexual, sente prazer no ato, mas esse prazer não é completo, e deixa frustrados ambos os membros do casal. O mesmo ocorreria se, sistematicamente, na hora decisiva o homem perdesse a potência e não conseguisse completar o ato.

É óbvio que a criação imposta à mulher representa um fator muito importante na produção desse sintonia que aniquila tantas mulheres, tantos casamentos, tantos amores.
Logo de saída, aniquila amores porque, quando entre homem e mulher há desequilíbrio de libido, surgirá imediatamente uma incompatibilidade de génios. Explico-me melhor. A presença do desejo sexual hierarquiza de maneira distinta a importância das coisas de um cotidiano. Se a fome do encontro enamorado dos corpos estiver presente, imediatamente aparecerá o desejo de passar madrugadas, manhãs, tardes e fins de semana juntos, sem a presença de amigos, empregados, filhos, providências. É típico da ausência da libido um aumento de interesse pelas atividades domésticas, limpeza e decoração exagerada da casa, do zelo excessivo pêlos filhos. A fêmea cede lugar à mãe, à dona-de-casa, à quituteira. É evidente que, se o interesse sexual do homem for grande, o que ele viverá como amor, alimento, carinho será completamente diferente do que sua mulher assexuada entenderá como tal. Enquanto ele deseja ser fisicamente desejado, ela lhe preparará uma deliciosa macarronada, deixando-o cada dia mais faminto. Com o passar do tempo vai se instalando o rancor mútuo. De início haverá turbulência. Mais tarde, nem isso. Restarão somente as amargas brisas geladas da indiferença.
Todavia, dizer que a criação é responsável por essa desgraça que se abate sobre tantas mulheres — a morte da sexualidade — é verdade, mas precisa de uma explicação melhor. As pessoas imaginam a criação repressiva de uma forma muito mecânica. Basta juntar na cabeça da menina a ideia de prazer com pecado, sexo com sujeira, e pronto, estará instalada a frigidez.
Apesar de essa interpretação ser parcialmente verdadeira, minha experiência de psicanalista convenceu-me de que ela é superficial. Principalmente no caso de uma frigidez rebelde que se arrasta ao longo de muitos anos.

Em um nível mais profundo, a criação não reprime apenas diretamente a libido. Reprime muitas outras emoções na mulher. Reprime, por exemplo, sua iniciativa, seu espírito de luta, seu desassombro, sua capacidade inata de reagir às ofensas. Reprime, em síntese, sua sadia agressividade.
Ora, reprimindo sua agressividade, a mulher não tem mais consciência dos sentimentos profundos que lhe invadem o peito. Esses sentimentos se tornam inconscientes para ela. Estranhamente, ela deixa de sentir o que nas profundezas está sentindo.
Oprimida por sua condição de mulher, é evidente que desenvolverá ódio pelo seu opressor. Assim, sem saber, odiará as figuras masculinas e ainda invejará seus privilégios. Como então, possuída pelo ódio e pela inveja, poderá se entregar amorosamente aos homens? Essa é uma das causas da frigi dez. Ela se eterniza porque, na medida em que esses sentimentos estão reprimidos, nem o marido nem a mulher entenderão jamais o que está se passando entre eles para haver tamanho desencontro sexual. Não podem nem conversar para tentar acertar as coisas, pois não se terá o que conversar. A frigidez aparecerá como um enigma indecifrável.
Outra causa frequente da frigidez são os ciúmes. Como a agressividade feminina costuma estar reprimida, a mulher não se dá conta da extensão de seus ciúmes, por mais que os sinta. O ciúme não passa, porvezes, da ponta doiceberg. Na verdade, é muito maior ainda. Não conheço equívoco maior do que imaginar que o homem se indigna mais do que a mulher caso se sinta traído.
De onde vem esse ciúme inconsciente feminino que gera tanto fel (também inconsciente) e que torna impossível à mulher se entregar a seu homem? Vem do duplo sistema moral que reza que o homem pode ter mais aventuras extramatrimoniais, pode paquerar mais do que a mulher. Na aparência, a mulher aceita. Mas no seu inconsciente se transforma num verdadeiro Belzebu cheio de vingança.
A frigidez não gera tensão entre um casal apenas no momento do sexo. A tensão invade as madrugadas em intermináveis insónias; alcança manhãs e tardes de mútuo mau humor. Frente à frigidez feminina, o homem se sente rejeitado e a mulher, cobrada por algo que ela nada pode fazer para reverter. É evidente que, nesse clima, o desejo sexual que porventura ainda existe vai se extinguindo, soprado pêlos ventos frios do mútuo ressentimento.
Além da frigidez propriamente dita, há uma espécie de incompatibilidade de génios que surge quando o homem apresenta o desejo sexual mais forte que a mulher. Essa incompatibilidade nada tem a ver com o ato sexual em si, nem com as ressacas que dele podem advir. Em função dela, porém, o casal passa a se desentender o tempo todo, entrar em franca rota de atritos e colisões, mesmo que não esteja em cena nenhum vestígio do fracasso de noites anteriores.
Isso se dá porque a presença do desejo sexual altera a visão do mundo. Uma pessoa sexuada enxerga a vida por ângulos inteiramente diferentes, se comparada com uma assexuada. Valoriza cada coisa, cada evento de forma com-pletamente diversa. Não estou me referindo a sexomanias ou coisas semelhantes, mas à presença ou ausência daquela sadia cota de libido que a natureza nos deu.
Essa visão de mundo diferenciada em função de diferentes doses de desejo sexual vai levar o casal a se desentender nos mínimos detalhes. Vai parecer até que baixou uma espécie de Exu para infernizar diabolicamente cada instante do convívio. E de onde vem essa misteriosa maldição que gera sistemáticos desencontros? Vem da própria lógica do desejo.
Uma pessoa movida pelo desejo sexual, mesmo nos seus momentos de repouso, tenderá a enxergar o mundo, não diria como uma alcova, mas como um lugar romântico e propício ao encontro de seres enamorados. Ora, isso hierarquiza valores de uma forma diametralmente distinta do que ocorre com um olhar assexuado, inteiramente desapimen-tado. Um olhar assexuado enxergará, no cotidiano, apenas oportunidades para cafunés platónicos, cuidados maternais e requintes culinários. Um desencontro desse tipo é igual ao que ocorre entre urna pessoa faminta e outra inapetente. Sob o impacto do desejo de comer, tudo o que se referir a comida e culinária subirá de cotação na bolsa de valores interna que faz o seu pregão no coração do faminto. Se passa pela cozinha, queijos e quitutes o deixam com água na boca. Emoção completamente diferente sente a pessoa que esteja saciada ou inapetente. As mesmas comidas serão indiferentes para ela, podendo até causar-lhe repulsa.
Agora, imaginem o faminto saindo para passear com o inapetente. E se, sistematicamente, para o banquete sexual for chamado um casal desse tipo ...



enviada por Maria Miranda



24/06/2006 00:01

Eu aprendi



Que não posso exigir o amor de ninguém,
posso apenas dar boas razões para que gostem de mim
e ter paciência para que a vida faça o resto;
Que não importa o quanto certas coisas
são importantes para mim, tem gente que não dá
a mínima e jamais conseguirei convencê-las que posso
passar anos construindo uma verdade e destruí-la
em apenas alguns segundos.

Eu aprendi:
Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder
por isso o resto da minha vida;
Que por mais que você corte o pão em fatias,
esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale
para tudo o que cortamos de nosso caminho.
Eu aprendi:
Que vai demorar muito para me transformar
na pessoa que quero ser, e devo ter paciência;
Que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei;
Que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos
ou de ser controlada por eles.
Eu aprendi:
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham
que devem fazer naquele momento,
independentemente do medo que sentem;
Que perdoar exige muita prática; condenar é mais fácil !
Que há muita gente que gosta de mim,
mas que não conseguem expressar isso.
Eu aprendi:
Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio
justamente daquela pessoa que eu achava
que iria tentar piorar a minha vida.
Que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar,
mas não tenho o direito de ser cruel;
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos
são impossíveis. Será uma tragédia para o mundo
se eu conseguir convencê-la disso.
Eu aprendi:
Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando,
que eu tenho que me acostumar com isso;
Que não é bastante ser perdoado pelo outros,
eu preciso me perdoar primeiro;
Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo,
o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi:
Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis
pelo que eu sou, mas não pelas minhas escolhas
que eu fiz quando adulto
Que numa briga, eu preciso escolher de que lado estou,
mesmo quando não quero me envolver.
Que , quando duas pessoas discutem não significa que elas
se odeiem. E quando duas pessoas não discutem
não significa que elas se amem.
Eu aprendi:
Que por mais eu queira proteger meus filhos,
eles vão se machucar e eu também serei machucado,
isso faz parte da vida;
Que minha existência pode mudar para sempre
em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes;
Que diplomas na parede não me fazem
mais respeitável ou mais sábio.
Eu aprendi:
Que a palavra amor perde o sentido, quando usada sem critério;
Que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;
quer você queira ou não;
Que é difícil traçar uma linha entre ser gentil,
não ferir pessoas, e saber lutar pelas coisas que acredita.
W. Shakespeare

enviada por Maria Miranda






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